Atualizando tudo

Olá meus leitores anônimos,

Eu não gosto de vocês.

Estou sem postar a algum tempo devido a enorme preguiça e o trabalho de conclusão de curso. Agora tenho um Bacharel em Ciências Biológicas e estou feliz com isso! Agora entrei em uma nova fase da minha vida acadêmica…Mestrando em Ecologia no INPA (Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia). Fiz a prova sem muita esperança e estudo pois tinha acabado de entregar o TCC (Trabalho de Conclusão de Curso). Quando olhei os resultados e estava com meu nome já achei uma grande vitória, algum tempo depois a Coordenadora da Ecologia me envia um e-mail dizendo que a vaga era minha caso tivesse interesse. Obviamente pirei muito com a noticia e hoje estou aqui em Manaus lhes escrevendo. Nesse intervalo também quase virei socio do meu irmão no ramo da fotografia http://www.segredosdafotografia.com/

Enfim, já fiz a maioria das matérias obrigatórias do programa e estou adorando os desafios de tentar dominar tudo isso. Já comecei a incluir algumas coisas interessantes no meus modelos bayesianos como a temida auto-correlação espacial. Existem vários livros dedicados ao assunto e irei explicar o motivo das preocupações disso na pesquisa.

Deu preguiça novamente de escrever uma revisão de literatura. Mas a auto-correlação pode ser imaginada como algo que influencia a independência dos seus dados. Por que as amostras deveriam ser independentes? Oh meu jovem padawan, como vai analisar seu dados com uma estatística que tem como pressuposto fundamental independência das amostras?

Mas como atingar essa independência no campo? A regra que deve ser memorizada sem pensar muito é: amostras distantes umas das outras. Mas com tudo depende da escala isso pode acabar adicionando mais problemas. Exemplo disso são os trabalhos de Biogeografia onde a coleta em enormes escalas pode incluir diversos ambientes e consequemente variações ambientais que podem literalmente FUDER a analise.

Agora imagine que você não precisa mais se preocupar com isso e fazer a coleta divertida (pegar tudo sem se preocupar com independência) como os museus fazem! Isso não seria ótimo?! Já tem gente fazendo isso, o exemplo mais simples que pude encontrar é de Sberze et al 2010. Originalmente seriam apenas três amostras como o editor apontou. Mas como a modelagem bayesiana facilita as coisas e nos evita fazer uma matemática pesada, eles apenas tiveram que se preocupar como quantificar a influencia dos pontos vizinhos no atual. Assim a amostragem aumentou de três pra mais de 20 amostras analisáveis.

Então fica a mensagem: modela a sua dependência devido a preguiça/custo de coleta e seja feliz como os pesquisadores ricos e com muitos escravos! Em breve postarei um modelo que estou desenvolvendo.

Até anônimos.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: